sábado, 10 de maio de 2014

Buscando

A procura por um livro de Julio Cortázar, A volta ao dia em 80 mundos, que realizei entre ontem e hoje pelas duas pequenas bibliotecas da minha casa, propiciou-me alguns momentos bastante agradáveis. As diversas tentativas me fizeram percorrer as estantes onde se alinham os livros que tenho lido e alguns que ainda não li. José Saramago, Lya Luft, Gita Lazarte, Jorge Luis Borges, Martha Medeiros, Cecília Meirelles, Affonso Romano de Sant´Anna, Machado de Assis, Ramón Pascual Muñoz Soler, José Hernández, José Comblin, Ray Bradbury, o próprio Julio Cortázar. Enquanto via os livros, vinham lembranças e sentimentos. Cada livro era uma evocação. É uma evocação, ou muitas evocações. Gente, lugares, situações, tempo. Agora há pouco, ao voltar do supermercado, finalmente encontrei o livro que buscava. A volta ao dia em 80 mundos estava na pequena biblioteca que está no meu quarto. Alegrou-me tê-lo encontrado. O livro me traz boas recordações. Do amigo que mo presenteou. Do meu pai com quem conversei longamente sobre algumas das frases e posturas de Cortázar ali contidas. Do impacto que este escritor argentino nascido na Bélgica e de uma trajetória tão singular, teve na minha vida.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A morte anterior

Há uma morte que pode e deve ser evitada: é a morte prévia, a que ocorre antes do fim dos dias da pessoa. É a que faz com que você não queira mais nada, não tenha mais sonhos nem fantasias a lhe alegrarem a alma. É a morte que consiste em perder a vontade de sair da cama, de sair de casa para enfrentar o mundo, que poderá vir ao seu encontro de maneiras sempre novas . Não podemos evitar a morte final (parece ser), mas podemos evitar a morte anterior.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

No perder el tiempo final

Esta tarde me di cuenta de esto: no hay que perder el tiempo final. El tiempo final es éste. El tiempo del final de la vida. Me admiré de tantas cosas vividas, tanta vida pasada. Tantos lugares, tantas personas y situaciones. Talvez este tempo final sea aún más valioso, pues es como que un resúmen total de lo vivido, y lo que ahora me toca vivir, por momentos es algo muy tenue. Como si la vida se fuera adelgazando hacia el final.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pertencimento, ainda e sempre

Para as terapeutas comunitárias e os terapeutas comunitários

Encontrei o meu lugar no meio de vocês, e isto não é pouco. Isto é tudo de que eu precisava. Encontrei o meu lugar no meio de vocês, e desde aqui, fui chegando a mim mesmo, o lugar onde devo estar. O lugar em que posso ser. Hoje de madrugada reflito sobre esta caminhada de volta para mim mesmo.

Ela é sobre tudo, uma caminhada em que fui percebendo que tenho um lugar no mundo, e esse lugar é aqui na Terapia Comunitária Integrativa. Na TCI encontrei o sentido do viver, em grau sumo. Aqui a poesia. Aqui a literatura. Aqui os ecos em que me vejo, revejo.

Aqui vim saber quem sou, no meio aos reflexos em que me vejo em cada uma, em cada um de vocês. Vocês tem nome e sobrenome, vem de algum lugar, assim como eu venho de Mendoza, Argentina, o lugar onde estou voltando cada vez mais.

A vida me trouxe para o Brasil devido a fatos que não devo nomear, e hoje me leva de volta para o lugar onde nasci. Mas não vou perder o lugar que construí aqui, no meio de vocês, e de outras redes sociais como a do cristianismo da Libertação, onde também me sinto em casa.

Aqui na TCI, e também na caminhada do Evangelho, fui reencontrando o ser que sou. A tarefa da vida. Aqui fui encontrando e continuo encontrando a minha sensação de ser parte, a sensação de pertencer, sem a qual não somos nada.

As rodas da TCI oferecem isto a todas as pessoas, a quem como eu andou desgarrado anos a fio, sem saber quem era nem para que vivia nem para onde iria, pois estava fora de mim mesmo. Isto é uma tarefa sagrada, se me permitem, e vocês sabem disto.

Hoje me encontro em coisas como esta que vocês estão lendo. Me descobri e continuo me descobrindo nas coisas que escrevo, nos livros que leio e nos que vou gerando a partir de diálogos como este. Obrigado por estarem ali, cada uma, cada um de vocês,

sábado, 26 de abril de 2014

Resumiendo

Antes de partir vienen los recuerdos. Los días pasados. Lo aprendido. Los rostros amigos. Las alegrías vividas. Las perlas que guardas en tu corazón. Miras cada una de estas cosas que guardas dentro de tu pecho y respiras hondo. Volverán otros días, vendrán otros caminos. Pero ahora fueron estos, son estos. Cacheuta, Uspallata, el parque San Martín, el rosedal, el autódromo, el barrio, el centro, las caminatas, las charlas.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cacheuta

Tan importante es la vivencia como el compartirla con otros humanos y humanas. A veces son cosas simples, y sin embargo muy tocantes, como este paseo de hoy por Cacheuta. Las termas. El río, la gente bañándose. Los álamos. Esto merece un capítulo aparte. Estos árboles que se desparraman por el paisaje mendocino con sus amarillos de oro. Uno se queda absorbido por tanta belleza. Imposible describir lo que se siente. Un smergirse en un tiempo eterno. Álamos verdes y amarillos. Amarillos. Amarillos de diversos tonos. Amarillo claro. Amarillo más claro aún. Y las hojas por el suelo, como uniéndose a las que todavia están en los árboles. Cuadros y más cuadros, y uno andando por dentro de esos túneles vegetales, como Van Gogh en aquel cuadro de la película de Kurosawa. Cuesta dejar Mendoza, pero Mendoza está aqui, Mendoza se va conmigo. Donde esté, estará Mendoza. Me la llevo conmigo, o, mejor, soy de Mendoza. Esto define mejor las cosas.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lugares

Hay días en que parece que uno está fuera de lugar, o que todo está lejos. O que uno está lejos. No lo es, sin embargo. Uno está donde debería estar, al lado de un amigo muy querido, de su esposa también muy querida, y haciendo lo que debe ser hecho. Andas entre las jarillas en Uspallata. Los àlamos amarillos de otoño, como pintados en el tiempo. Otra vez esta misma sensación, que ya has experimentado varias veces. El mar, los bambuzales. Hoy te preguntabas por qué esta sensación tan particular al ver los àlamos o las palmeras el otro día en el parque. No tengo respuesta para esta pregunta. Pero sé que es una sensación muy buena. Como si esos árboles o el mar estuvieran más allá del tiempo, en la eternidad. En un movimiento lento, casi detenido. Un estar ahí que te deja inmóvil. Como si lo que ves y vos mismo, estuvieran todos juntos en un lugar quieto, inmóvil. Las palabras ocupan su lugar. Cada letra es como un ladrillo que está donde debería estar. Tu padre se ha ido a dormir y te ha esperado para saludarte. Buenas noches. Hasta mañana.