domingo, 10 de janeiro de 2010

Son infinitas

Son infinitas las cosas
Que traen lágrimas
al corazón de un hombre.

Hay un amor sin fin
Que transforma cada una de ellas
En flor, canción, estrella

sábado, 9 de janeiro de 2010

Os valores na formação do terapeuta comunitário

Na terapia comunitária, a pessoa se reencontra com o que ela é, com seu ser mais profundo. Quando você começa a participar das rodas da terapia, você percebe que não está só nem isolado, que a sua história não está solta nem você desgarrado. A sua vinda para a cidade, se você veio do interior ou de outro estado ou, ainda, de outro país, é um caminho que muitas pessoas na roda fizeram. Aos poucos, você vai se sentindo mais coeso, mais integrado, mais parte de um todo. Esse todo é você mesmo, a pessoa que você é. A soma de pequenos e não tão pequenos atos e decisões, fatos da sua família e do seu povo, da sua cultura e das situações que você passou para chegar aonde está, para vir a ser quem você é.

Como foi escolhido o seu nome, qual dos filhos ou filhas da sua família você é, como foi o seu nascimento, todos são fatos que compõem essa diversidade conflitante ou não, em movimento, em perpétua reorganização, que cada um de nós é, que todas as pessoas são. Na formação como terapeuta comunitário, cada um de nós da um mergulho profundo na sua história, nas suas raízes, na caminhada que o fez chegar a ser quem é e a estar aonde está.

Muitas vezes na primeira roda, a primeira vez que comparece a uma terapia comunitária, a pessoa descobre que ela não é a única que sofre dessa dor ou que passa por essa dificuldade que lhe tira o sono, que a faz sentir alguém sem um lugar. Na primeira intervisão dos terapeutas comunitários formados em Salto, Uruguay, em novembro de 2009, tive a oportunidade de ouvir a história de um homem que entrou na roda da terapia comunitária, na sua cadeira de rodas, e saiu aliviado, dizendo: “Eu achava que eu fosse o único”.

Quando você descobre que a sua dor não é a maior do mundo, que a sua perda, a dor que você acarretou durante anos, o não gostar de si mesmo ou de si mesma, que lhe foi inculcado por circunstâncias que você aprende a decodificar e compreender, ou por situações perante as quais você foi forçado a se submeter sem poder reagir para preservar a sua identidade, você começa a fazer o caminho de volta.

Se diz que a terapia comunitária é integrativa e sistêmica. Integrativa, porque a pessoa passa se perceber como uma unidade, não mais como um pedaço ou fragmento. Sistêmica, porque a sua vida, a sua história, as coisas em que cada um de nós crê e que nos dão razão e sentido para viver, são comuns a um povo e a uma cultura. Na formação do mesmo grupo de terapeutas comunitários do Uruguay, em julho de 2009, tive a oportunidade de intervir, com os conteúdos sobre "os valores na formação do terapeuta comunitário". Lembro como se fosse agora, as expressões nos rostos dos participantes da formação. A alegria de se saberem partes de uma história, descobridores e descobridoras de si mesmos.

Na ocasião, entre outras coisas, se falava do lugar e do papel de cada um e de cada uma na vida, o lugar que cada um e cada uma ocupam, lugar insubstituível. Em outra formação, no interior da Paraíba, na cidade de Souza, uma formanda expressava com veemência: Eu sou o que eu sou, e não o que os outros querem que eu seja. Essa expressão, seu profundo significado, vão trazendo você de volta.

Quando fui para o Uruguay em 2005 pela primeira vez, participei de uma sensibilizaçaão em terapia comunitária na Universidad de la República, na Faculdade de Enfermagem. Nessa oportunidade, por primeira vez na minha vida me encontrei com um grupo de pessoas que tinham sobrevivido, como eu, a uma ditadura. Ouvia as histórias de todos e de todas, e aos poucos a minha história foi ganhando um outro significado, uma outra solidez e consistência.

Isto ocorre nas rodas da terapia. Na história do outro, me reconheço. Essa história evoca a minha própria história. É o que se chama de escuta ativa, uma das ferramentas do terapeuta comunitário. E vou deixando por aqui, na expectativa de ter atiçado a sua curiosidade, querido leitor ou leitora, para vir a fazer parte dessa roda, caso já não o faça.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Amar a María

Si pudiera decir en canción o en verso lo que siento por vos, tropezaría en un obstáculo inmenso. Traer al papel o a la voz el sentir que aflora cuando revivo la vida vivida al lado tuyo es tarea imposible, al menos ahora. Entonces me contento, intento hacer llegar a ti, amada mía, ese sentir del modo como aprendí en la vida a decir te amo. Callado, silente, mirando tu figura y tu rostro, reviviendo cada instante desde al día en que te conocí. La primera mirada y la que veo ahora, incrustada en mi alma, unida a tí para siempre. Te amo, María, y no hay palabras que puedan expresarlo mejor que el bien que traes a mi alma, a mi vida, a mi mundo. Reuniste un ser disperso y este verso precario y pobre quiere, al menos intenta de algún modo, decirte gracias. Decirle a la vida, gracias por vos, María.

Feliz Navidad

Cuando viene Navidad me acuerdo de todas las Navidades. La primera, inolvidable. El arbolito cubierto de luces. La estrella en la punta. Los globos de colores. Otras navidades, después. Unas en Buenos Aires, otras por tantos lugares. En Mendoza, el árbol de luces del Canal 7. Aquí y ahora, en João Pessoa, el árbol de luces que se ve desde la beira mar. Tantas navidades. Los cuentos que mamá nos leía. La señora del espino blanco. Las historias leídas a mis hijos e hijas cuando eran chiquitos. Unas ya tan lejos que el recuerdo no viene a la memoria. La canción que cantábamos en el jeep en aquella jornada en familia, hace ya tantos años, yendo a Tucumán y Salta. Santiago del Estero. Tantas Navidades. Feliz Navidad.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pensé que caminaría por la beira mar

Eso cambió mi ánimo. No fui, pero es como si hubiera ido. En la televisión el personaje decía estar malhumorado, y yo de buen humor. A veces algo tan ínfimo nos mejora el ánimo. La alegría vuelve casi como si no se hubiera ido. Casi. Se había ido, pero volvió como si siempre hubiera estado allí. Ya no importaba si me cambiaría de casa o no, los ruidos de al lado, o nada. Apenas estaba bien. Anduve por el sindicato, el correo, el mestrado, la fotocopiadora. La casa de mi amada. Las calles de la ciudad. Ahora la tarde va cayendo sin ruido, como es su modo. Un auto pasa, nunca deja de pasar alguno. Otro. El vecino en su labor, yo en la mía. Escribiendo estas cosas que lees ahora.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

El benteveo

Escuché el benteveo esta mañana.
Me decía: Alegría, alegría,
Yo estoy aquí.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Só peço a Deus

Não sou a única pessoa que é obrigada a conviver com poluição do ar e sonora. Não tenho tido as melhores reações diante do fato de viver ao lado de uma oficina de pintura e mecânica instalada na vizinhança. Não sou a única pessoa que deve suportar a inação e ineficiência do órgão municipal do meio ambiente. Mesmo assim, ainda penso que tenho direito de respirar ar puro e ter sossego aos domingos e todos os dias. Pareço ser o único vizinho que se incomoda com a oficina de pintura e mecânica instalada no bairro. Parece que somente fica para mim, o ter que me adaptar ao abuso, à ilegalidade, à incompetência governamental e à indiferença dos demais vizinhos. A vida dá muitas voltas. Sei que tenho errado ao tentar dialogar com quem não dialoga, alguém que só vê razões para o lado dele e da sua família, da sua subsistência. Do lado de cá do muro, respirando o mesmo ar e o mesmo cheiro de solvente poluindo, do lado de lá, para as outras casas e acima de todas as casas e cuidando do ar que respiro e em toda parte, há Quem veja e saiba de todas as coisas, e a quem apelo nesta manhã de domingo.