O sonho de todo escritor, mesmo menino, ou, sobre tudo, menino, é o de escrever. Escrever num jornal. Ter seu próprio jornal. Engatinhando ainda nas ferramentas e no layout dste blog, aqui está a minha tentativa.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Amaneciendo
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Presente
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Lendo
sábado, 4 de janeiro de 2014
Lugares
Creio que todos necessitamos de um lugar. Isto, não no sentido físico corrente, de uma casa, um quarto, etc, e sim, naquele outro sentido, não menos válido, do poeta, do artista. Um lugar, neste caso, é algo que, embora também seja físico, tem uma outra qualidade, que poderíamos chamar de espiritual. Refiro-me ao lugar que somos capazes de habitar com nosso ser inteiro. O lugar que podemos vir a ter dentro de nós mesmos e no mundo. São lugares pessoais e sociais.
Agora, em particular, gostaria de me referir àquele lugar que nos pertence enquanto seres de cultura, pessoas que somos capazes de criar o belo, e dele nos alimentar. O lado poético da existência. E não adianta alguém dizer que poesia é para os poetas. Poesia é para quem tem sensibilidade para a beleza. E isto quase todo mundo tem, ou deveria ter.
Quando sou capaz de me situar nesse lugar, estou bem, estou em paz. Esse lugar, para mim, é o livro, é a página impressa ou a página escrita à mão. E são também as cores, as telas, os papéis para pintar. São também lugares sociais, lugares nas redes, nas tramas relacionais. Tudo está unido. Meu lugar pessoal, foi construído em relação com outras pessoas, meu lugar contém todos os passos da minha caminhada.
Meu lugar específico, dizia, é uma tela. Um papel telado. Pode ser a tela onde pinto, ou a folha onde escrevo. Esse tecido, é o tecido do universo, são os fios da criação, que se estendem em todas as direções, e pelos quais tudo está integrado. Quando pinto ou quando escrevo, as pinturas que pintei e os textos que escrevi, fazem parte dessa estrutura, desse tecido universal.
E eu enquanto autor dessas figuras ou linhas, enquanto alguém que colhe ou costura os fios dessa estrutura real que conforma tudo que existe, vou me fazendo e me desfazendo ao escrever e ao pintar. Isto não me impede de ter, como todo mundo, as dores que permeiam as vidas particulares de cada ser humano. As nossas vidas estão também tecidas, e muito frequentemente, por dores com as quais temos que conviver.
Lembro de um lavrador de uma comunidade quilombola em Gurugi, Paraíba, que em uma reunião de Terapia Comunitária Integrativa, disse que ele ia trabalhar com as suas dores. E dizia isto sorrindo. As dores não nos impedem de trabalhar, de fazer o que quer que tenhamos que fazer. Vamos com elas. Mas o fato de estarmos conscientes do nosso pertencimento à trama da vida, ao tecido que nos contém e nos perfaz, dá uma sensação muito consoladora, nos conforta e nos da forças.
Podemos ver o nosso ser e estar aqui agora, como uma continuação de toda a nossa caminhada existencial. Todo o nosso ontem e este agora, ficam sendo uma coisa só. Às vezes nos amedronta o desconhecido, tememos não dar conta do que possa estar nos esperando nos dias que virão. Mas a sensação de sermos parte do tecido total da existência, nos faz saber, caladamente, que tudo correrá bem. Não importa o que quer que venha a ocorrer, saberemos enfrentar, como no passado.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Buscando paz
Cuando cumplí 18 años, recibí de mi padre un libro muy pequeño, de gran sabiduría, que me acompaña hasta hoy: La imitación de Cristo. Hoy evoco este hecho, pues las palabras de este librito siguen siendo una ayuda muy grande en mis intentos por alcanzar la paz. Una de las reflexiones contenidas en esta obra, dice que hay muchos que dicen querer alcanzar la paz, pero no tratan de seguir los pasos que a ella conducen.
Una primera contradicción, surge en mi corazón cuando albergo resentimientos contra otras personas. No se trata de amar a quien me ha hecho mal, sino tratar de comprender. Si trato de comprender el contexto en el que se encuentra o se encontró quien me hace o me hizo daño, surge una posibilidad de paz. Puedo entonces en vez de condenar, entender. Entender no es justificar. Es apenas soltar las amarras que el odio o el resentimiento establecen.
El libro tiene un espíritu que va mucho más allá de estas reflexiones que ahora comparto. Hay algo en la profunda fe y devoción, en la sabiduría que impregna sus páginas, que sigue siendo para mí una fuente de agua viva, un verdadeiro manantial de fuerza y luz en las horas difíciles, cuando es necesario buscar un apoyo que nos ayude a caminar. Creo que hay un tiempo para todo. Sí, verdaderamente existe un tiempo para todas las cosas debajo del sol, como dice el Eclesiastés.
En este momento, estoy tratando de referirme a algunas cosas que me han ayudado y siguen ayudándome a acercarme a la paz. A estar en paz, a vivir en paz. Una de estas cosas es el respeto a mi propia naturaleza, el diálogo profundo y sincero conmigo mismo. Cuando me acepto como soy, cuando actúo desde mi ser más profundo, está todo bien. Esto no es automático, muchas veces no sé como debería actuar.
Entonces ensayo dejarme llevar. Y esto muchas veces da resultado. Si no sé como actuar y me dejo llevar, algo me va poniendo en el lugar donde debo estar. Claro que no dejo de orar y de tratar de discernir, pero también dejo que la vida me vaya llevando. También trato de aconsejarme con aquellas personas con quienes estoy unido por una afinidad profunda, por los lazos del amor y del trabajo en común, sea en el ámbito familiar o en el comunitario. Entonces puedo ver otros ángulos de la situación.
Puedo ver las cosas en perspectiva. Puedo darme cuenta de que aunque no tenga las cosas del todo claras, en el pasado y también hoy, hay algo en mí que siempre supo y sigue sabendo todo, y ese algo, es la presencia de Dios, del Espíritu, la sabiduría de la experiencia, como podamos llamar a aquello en nosotros mismos, que siempre sabe lo que hay que hacer. Entonces puede surgir una confianza como en otros tiempos, una ausencia de miedo, una certeza del triunfo final.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Merodeos literarios
Desde hace ya varios días, vengo rondando algunos de mis libros. Como una abeja que no se decide en qué flor va a bajar. Graciliano Ramos (Alexandre e outros heróis) es quien vence esta dispersión o dificultad de concentración. Sus historias del sertão consiguen atraparme algunas noches y me dan un descanso entretenido e ingenioso. El Diario de Andrés Fava, de Julio Cortázar, consigue el mismo efecto, de otro modo. Raramente consigo leer un texto de Cortázar demasiado largo. Es de una densidad muy grande. Hay algunas frases suyas que tienen la virtud de detenerme por completo.
Días atrás, estuve acechando los libros en los estantes de la biblioteca de la sala. Es una operación que se repite con cierta regularidad. En estas pasadas de vista, cada libro, cada autor o autora, me traen reminiscencias de quién me los hizo conocer, cuándo, en qué circunstancias. Esta mañana, y también ahora al comienzo de esta tarde calurosa nordestina paraibana, me entretuve leyendo el primer capítulo de un libro de Cortázar, Clases de Literatura, en el que habla sobre el tiempo.
Escuchar Cortázar sobre el tiempo es algo muy interesante. Leí también un capítulo de un libro de Cronin, O jovem trovador. La lectura de los libros de Cronin acostumbra llevarme a un espacio muy singular. Es una suerte de lugar atemporal, que se me figura sea el terreno de lo poético-literario en sí mismo. Me olvido de todo, de cualquier problema o dificultad, pequena o grande, que pueda tener. Funciona como un elixir de la juventud.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Fluindo
Essa manhã, ao acordar, soubera o que sempre soube: que a sua natureza é sobre tudo artística. Intuitiva, voltada para o belo, para o fantástico e imaginário. Para esse mundo tênue que agora que já é de noite, começa a se re-configurar na memória. Sentira então um des-engate, um des-enganchar-se de certas birras do cotidiano, aversões reais ou imaginárias contra alguém. Deixara-se levar pelo dia, como quem vai fluindo por entre as pedras. Levemente. Podemos ter problemas se os criarmos. Podemos deixar de lado isto, e simplesmente tentar estar aqui. No terreno da experiência, há menos problemas. Há tarefas, atividade.
Dias atrás, escrevera no caderno, que mais do que mudança de opiniões ou de ideias, mudanças no plano da interpretação ou das explicações ou crenças ou ideologias (o plano mental, propriamente dito), o que viera se operando e continuava a se operar, era uma mudança de visão. Uma mudança em uma imagem do mundo que contém tudo que é experimentado, tudo que existe. Esta mudança é de uma natureza apenas perceptível, mas muito real. Isto o tranquilizara. A percepção da sua natureza mais íntima e a visão desta realidade tênue que contém tudo, e que o contém, que inclui todas as coisas, é profundamente tranquilizadora. Afinal, pensava, a minha parte infinita é muito maior. Isto não era uma ideia, era uma sensação, é uma sensação. A nossa parte eterna é muito maior. Apenas precisamos lembrar disto. Escreveria um livro. Mas não é o que fazes sempre, pensou. O livro é o que vai sendo escrito a cada dia. Pode ser que o puliques em papel ou não. Recolhes impressões de gente que te faz chegar o seu afeto. São gotas de orvalho, pérolas. Um rosário vai se compondo.






