Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Hacia tí mismo
Esa tarde, tendría alguna dificultad en decir lo que pensaba, en expresar sus ideas y sentimientos. En vísperas de viajar, como que la realidad se agolpaba alrededor y dentro suyo, de un modo especial, singular. No había nada especial que quisiese decir, talvez ya hubiese dicho todo o casi todo. No lo sabía. Escuchaba el rumor de los autos en la calle, el ómnibus alejándose, y se alejó también del teclado, hacia sí mismo el lugar de donde nunca había salido, de donde no volvería a salir más, hasta el final.
Nadie puede saber aónde sus pasos lo han de llevar
Forma parte de la existencia, el no saber, la incerteza. Trabajamos con anticipaciones. Con previsiones, presuposiciones, posibilidades. La vida es un rompecabezas que se completa con la muerte. Pero no tomes esto en un sentido trágico o mórbido. No hay nada mórbido en la muerte. La muerte es un acontecimiento normal. Lo mórbido es la media vida, la vida que parece pero no es, esa que llevas sin darte cuenta, sin darte cuenta que vas al matadero y que no has hecho la elección cierta, la de ser vos mismo todo el tiempo, cada minuto, a cada instante, en ese río inconmensurable e indetenible que es el vivir.
Sábado, 6 de Junho de 2009
La simple oración
Cuando oro y la cabeza se complica pensando qué oración debería decir, si la de San Francisco o la de Yogananda, la de Gandhi o la de Jesus, entonces paro y digo: Gracias. Gracias, Dios mío, Divina Madre, Jesus, vida. Gracias porque hoy, 6 de junio de 2009, estoy pudiendo caminar, estoy feliz con la vida y conmigo mismo, con el mundo alrededor, y una sensación de paz viene a mí.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
TERAPIA COMUNITÁRIA ON LINE, por Rolando Lazarte
A terapia comunitária não ocorre apenas nas rodas de terapia, também se pratica a través da internet. Acaba de ser publicado o livro de Rolando Lazarte, RESURRECCIÓN, uma coletânea de crônicas e poemas colhidos pela internet por Maria Helena Rodrigues de Oliveira. A troca de mensagens, os relatos de experiência as vivências, o intercâmbio de sentimentos e idéias, eventos, textos, documentos, encontros, opiniões, dados, criam um espaço de encontro humano que o autor soube explorar com maestria e humor, convidando leitoras e leitores a se somarem a essa fantástica tarefa de se tornarem espectadores de si mesmos, cronistas da sua própria vida, exploradores dessa cidade desconhecida e misteriosa que é a vida e a pessoa de cada um, de cada uma. A través de 128 páginas, os leitores e leitoras são levados a se internarem nos labirintos da vida vivida com intensidade e entusiasmo, com alegria e esperança, na partilha de experiências vividas a partir da libertação do autor dos grilos da depressão e da paranóia em roda de terapia ocorrida no PSF-Nova Esperança, no bairro dos Ambulantes, em Mangabeira, em 2004. As páginas testemunham a gratidão do autor a essas pessoas sabias e pobres que, mesmo não tendo, ou talvez por não ter, meios financeiros abundantes, são ricas no que falta à pessoa no mundo atual: amor, generosidade, compreensão, autenticidade, espontaneidade, solidariedade, fraternidade, profundidade, sentimento de pertencimento, autoestima, autoconfiança, capacidade de construir juntos, em mutirão, um mundo melhor em nós mesmos e com os outros cada dia, todos os dias. Ressurreição, Resurrección, na língua natal de Lazarte, o título do livro não poderia ser mais significativo, e dispensa comentários. Se a TC nos resgata das garras do anonimato e da autodestruição, do isolamento estéril e da mercantilização da vida, do autismo profissional e da esquizofenia universitária, este livro é um testemunho disso, e, mais, da história de vida de quem, emergido das trevas da autodestruição semeada nos sobreviventes pela ditadura militar argentina, evoca e convoca em cada um, em cada uma, o ânimo e o espírito de luta sem o qual não se vive, apenas se agüenta. As mulheres pobres da periferia de João Pessoa, as companheiras da UFPB do Departamento de Enfermagem, a irmã Ana Vigarani, Adalberto Barreto, os/as terapeutas comunitários dos encontros formadores nas Ocas do Índio em Bebribe, Ceará e em Pedras de Fogo, profissionais interessados na Venezuela, no México, no Uruguay, colegas da Argentina e do Chile que se dispõem a se tornarem parteiros e parteiras da esperança, encontrarão no livro de Lazarte ânimo para seus esforços, amparo para suas angústias, e a certeza de que cada um, cada uma, é convocado/a a ser um criador de formas autônomas e originais de Terapia Comunitária. Tenho dito. É isto. É isso aí. O livro ode ser adquirido por e-mail.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Un día nomás, día
Un día sin teología, sin terapia, sin sociología, sin filosofía, sin ideología, sin causas, sin cobranzas, sin exigencias, sin compulsión, sin forzaciones de barra, sin demasiados telefonemas, solo los indispensables, y la alegría de oír un amigo, un amigo nuevo que evoca viejos nuevos amigos. Andar por la ciudad sin rumbo, evocando una ciudad que buscaste toda tu vida sin saber que estaba en ti, que eras vos mismo o vos misma, dependiendo si sos mujer u hombre que me leés, que leés estas palabras que bajan al renglón esta tarde. No quiero convencerte de nada, no sabría de que. Tampoco quiero convencerme de nada, no sabría de que. Apenas hoy, desde que el día comenzó, me negué a cumplir deberes. Como un Gandhi sin turbante ni rueca, ni ahimsa ni nada de lo que a él lo caracteriza. Apenas un día sin obligaciones. Desobediencia civil. Só por hoje.
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